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Ar-condicionado é o vilão pelo aumento da conta de luz, diz Aneel

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Calor e uso constante do ar-condicionado. Esses são os fatores apontados pela Agência Nacional da Enérgia Elétrica como primordiais para o aumento na conta de luz nos primeiros meses deste ano. Além disso, a Aneel é taxativa: Mato Grosso do Sul tem as menores tarifas de toda a Região Centro-Oeste

Diretor-geral da autarquia federal, André Pepitone da Nóbrega foi o convidado de honra de um painel realizado nesta quinta-feira (14) por órgãos da iniciativa privada, como Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS) e a própria concessionária de energia elétrica do Estado, a Energisa, além de setores do poder público, como a Assembleia Legislativa.

Em mais de cinco horas de apresentações no evento realizado em auditório da Escola Senai da Construção, no bairro Coronel Antonino, região norte da Capital, Nóbrega explicou o Brasil bateu recordes de consumo de energia elétrica em janeiro e fevereiro. O vilão apontado é o ar-condicionado.

Segundo o responsável pela Aneel, somente em fevereiro de 2014 o País viu um efeito semelhante: no mesmo dia, durante o horário de pico do consumo de eltricidade, todas as capitais registravam temperatura acima dos 30ºC.

Entretanto, há cinco anos atrás, se o consumo nacional chegou ao 84,7 mil megawatts, agora foram quatro quebras seguidas de recordes, de 85 mil a 90 mil megawatts.

“Com temperaturas altas em todo o País, o consumo aumenta, principalmente por conta do uso do ar-condicionado. Nós tivemos uma melhora da situação econômica brasileira nesse período, com o uso do ar-condicionado capitaneando o consumo”, explicou.

O reflexo em Mato Grosso do Sul é de ainda mais impacto, visto que com um milhão de consumidores e uma média pequena deles por rede, o Estado vê o rateio tribuitário aumentar conforme o aumento do consumo.

“O valor final (da conta de luz) deixa de ser apenas o estabelecido pela Aneel e passa incluir grandes cargas de tributação, como o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e a cobrança da iluminação pública pelos municípios.

Nas contas da Aneel, os tributos podem responder até 40% do valor da conta. Em exemplos mostrados durante a apresentação, uma conta de R$ 100 pode ter R$ 23 apenas de cobrança de impostos.

 

*CorreiodoEstado