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Bolsonaro diz que programa para turismo e eventos terá veto parcial | Política

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O presidente Jair Bolsonaro afirmou hoje que irá vetar parcialmente o projeto de lei que estabelece um programa emergencial para os setores de turismo e eventos. O texto aprovado no Congresso prevê condições especiais de parcelamento de dívidas, redução de débitos e, em alguns casos, isenção de contribuição.

Em rápida entrevista no Planalto ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes, Bolsonaro justificou sua decisão. “Alguns vetos se farão necessários, até para se evitar a judicialização. Nós queremos é a solução”, argumentou.

Sem entrar em detalhes, Bolsonaro prometeu “nos próximos dias ou poucas semanas” atender “quase na integralidade” o que foi aprovado na Câmara sobre o tema.

“Temos profundo respeito com essas pessoas que perderam tudo e que estão sem esperança, que querem e têm que voltar ao mercado de trabalho exatamente para garantir o sustento próprio e da sua família. Para nós, do Executivo, interessa sim que o Brasil funcione, volte à normalidade”, acrescentou Bolsonaro.

Ao final do pronunciamento, Bolsonaro comentou a declaração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que no final de semana defendeu a reabertura da economia brasileira com segurança, para gerar trabalho e renda para os brasileiros. Para Bolsonaro, FHC “reconheceu” a postura defendida por ele desde o início da pandemia.

Guedes afirmou que os setores de eventos e turismo foram que que mais atingidos com a crise e, por isso, pela primeira vez o governo está adotando medidas mais focalizadas.

“A economia realmente está voltando. É só um pouco de paciência dessa turma aí que nós estamos chegando para ajuda-los também. Essas são as primeiras medidas que estamos fazendo localizadas. Sempre fizemos medidas transversais, para todo mundo. A maior parte da economia já se levantou, essa turma ficou no chão. Nós estamos indo lá para resgata-los”, disse Guedes.

Segundo Guedes, a maior parte do projeto será sancionado e o veto de alguma parte, se houver, é para fazer aperfeiçoamentos “para evitar imperfeições jurídicas que acabem atrapalhando”. Ele afirmou que se o projeto não é bem desenhado acaba atrapalhando ao invés de ajudar.

“Como disse o presidente, alguns setores foram mais atingidos e particularmente Eventos e Turismo caíram. A economia voltou em V mas esses setores estão com dificuldades de se levantar. O presidente pediu para que a gente fizesse medidas especiais”, frisou.

Guedes destacou que o governo já anunciou o auxílio emergencial, o BEm e que agora, com a sanção do orçamento, também deverá ser anunciada a antecipação do 13 salário dos aposentados e pensionistas e o Pronampe.

“Queremos deixar palavra de confiança para essa turma que caiu e está com dificuldade de levantar que economia brasileira já voltou em V, arrecadação recorde nos últimos meses, geração de emprego forte, índices de atividade econômica acima do esperado”, destacou.

“O presidente desde o inicio disse que ninguém pode ficar para trás. Estamos avaliando as diversas medidas e algumas já estamos sancionando, outras estamos pedindo para que se espere um pouco mais para que possamos ajudar de forma mais efetiva”, ressaltou.

— Foto: Pablo Jacob/Agência O Globo

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