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Chicão sobrevive à frente do CDS até ao teste das autárquicas – Política

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O presidente do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, tremeu mas não caiu. Na madrugada deste domingo, sobreviveu àquela que foi a noite mais longa do partido. Ao fim de 16 horas de combate aceso, os 265 membros do conselho nacional aprovaram a moção de confiança do líder centrista com 54,3% dos votos a favor, 42,6% contra. 3% abstiveram-se.Apesar do resultado à tangente, Francisco afirmou estar “amplamente satisfeito” com a “clarificação dada” e recusou que pareça uma “vitória poucochinha”, sublinhando que será “presidente de todos os militantes, sobretudo daqueles que votaram contra” a sua liderança. Mas falta ainda passar no segundo teste que se avizinha: as eleições autárquicas de setembro/outubro deste ano. Um mau desfecho pode ditar um congresso extraordinário e o fim do reinado de Francisco, que, sem acidentes de percurso, só aconteceria em fevereiro de 2022. Mas o presidente centrista reconhece que “as lideranças são avaliadas por resultados eleitorais” e abre a porta a um congresso após as autárquicas.

O futuro ainda é incerto e a oposição interna, protagonizada pelo antigo vice-presidente do CDS, Adolfo Mesquita Nunes, tem larga margem de manobra para cavalgar a contestação ao líder. Para já, deixa um repto: “O presidente, se quiser mobilizar os dirigentes do partido para o combate autárquico, é o primeiro a avançar”. Francisco não afasta a hipótese: “Uma das possibilidades é ser candidato em Oliveira do Hospital, a minha terra”. O mesmo revelou Adolfo : “Estarei empenhado, na minha terra (Covilhã)”.O tempo é agora de remodelar os órgãos nacionais depois das demissões das últimas semanas. Francisco irá “fazer essa reflexão e promover as reformas necessárias” e indicou que “na próxima semana, em princípio”, poderá apresentar os novos dirigentes.

PORMENORES
Líder parlamentar
Telmo Correia termina o seu mandato como líder parlamentar no final deste mês, mas ainda está a ponderar se continua ou sai da liderança da bancada.

10 demissões
Já houve 10 demissões na direção do CDS, entre as quais de Lobo D´Ávila e Rui Barreira, advogado do polémico financiador do Chega, César de Paço.

Ex-vice do Aliança entra
Chicão copiou o PSD e criou um conselho estratégico, uma espécie de “governo sombra” do CDS. O ex-vice do Aliança, Bruno Costa, integra este órgão.






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