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Diretora do Sebrae fala sobre os avanços do empreendedorismo feminino

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Durante evento no Sebrae de Três Lagoas, na noite desta terça-feira (4), a diretora Técnica do Sebrae-MS, Maristela de Oliveira França, falou sobre os avanços do projeto Mulher de Negócios – Empreendedorismo feminino em pauta, que começou na cidade de Dourados, em 2012, e hoje já se expande por outros estados do Brasil e que, posteriormente, poderá ir para mais além.

Em sua fala, Maristela disse que o Sebrae sempre trabalhou com empresárias e com potenciais empresárias, mas testemunhou que os talk shows, que estão sempre lotados, atendem a todas as demandas, trazendo soluções e respostas imediatas para as mulheres empreendedoras. Por isso, considera estes eventos o carro chefe do projeto, que atualmente está em 40 cidades, incluindo Três Lagoas, onde foi um sucesso, no início do ano passado.

Diante disto, diz ter sido provocada pelo Sebrae Nacional, no sentido de que houvesse uma iniciativa mais ampla no Brasil. Atualmente, além de MS, o projeto já estão presentes no DF e em Goiás e, com base em números, foi solicitado que em cada unidade da federação seja trabalhado o empreendedorismo feminino. “No ano que vem, provavelmente, o projeto será nacionalizado”, prevê a diretora.

Na reunião em Três Lagoas, Maristela disse que teve mostra de empresária já selecionada no municipio e que en todo o Estado, foram selecionadas 260 empresárias, que serão acompanhadas durante nove meses pelo Sebrae.

AVANÇO

Ainda segundo a diretora, o mundo inteiro traz dados de que se as mulheres entrarem de vez no mercado de trabalho, até 2025 haverá um impacto considerável na economia influenciando, inclusive, no PIB nacional. Considerando que as mulheres tem mais poder de compra nos lares, ela usa uma frase que compartilha com todos: nessa ação, não é que a mulher esteja ocupando espaço de alguém, mas são complementares, com competências, habilidades, atitudes, valores e entregas.  “Nesse mercado, quando falamos de gênero, a entrega é potencializada”, afirma.

Segundo a diretora, o mundo está convocando as mulheres a se apresentarem e ocuparem seu espaço, para que haja mais equilíbrio. “Isto, referindo-se ao mundo dos negócios”, deixa claro.

As conquistas femininas no empreendedorismo, conforme explica Maristela, não deve ser pela sua condição de mulher, mas porque se trata de negócio. “E eu falo muito de complementariedade, porque assim funciona muito bem”, pondera. Na sua visão, quando há união, sem uma divisão, mas com complementaridade masculina, as mulheres fazem a diferença. E completa informando que nas empresas tem muitas pesquisas com mulheres na liderança junto com homem.  “Não podemos estar em nenhum lugar porque somos mulheres, mas porque temos competência para estar lá; da mesma forma que o homem”, sentencia.

Por fim, informa que, além dos recursos para este ano e ano que vem, já tem garantido no ciclo de planejamento estratégico do Sebrae, condições para que entre com este nicho em todo o Brasil.

*Perfilnews