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Empresário deixa Três Lagoas para se embrenhar na Floresta Amazônica em busca de desenvolvimento

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Encravada na região amazônica, umas das localidades que mais prospera no Brasil é a região Norte, especialmente o Estado do Pará.

Em busca de vida melhor, de crescimento e novas oportunidades, centenas de famílias que habitavam o sul do país migraram para essa região, no estado do Pará. Por onde essa leva de migrantes foram fincando raízes nasceram lugarejos, que ao decorrer de anos se transformaram em cidades, que hoje contribuem com a arrecadação do Estado, bem como a melhoria de vida da população dessa localidades.

Seguindo os mesmos passos dos migrantes sulistas, o empresário três-lagoense Valdir Alves Pereira, 51, mais conhecido como Valdir Gaiteiro, mudou-se para Uruará.

PAIXÃO EXAGERADA

Quando se fala em região amazônica, os ambientalistas tratam do tema com uma exagerada paixão, talvez a fim de proteger a natureza, a fauna e a flora. Porém, preocupados em proteger a natureza, esquecem que a população dessas localidades são autênticos fiscais do meio ambiente a da preservação. Afinal é desse local que eles fazem seu meio de vida, como, por exemplo, a pesca, a extração de madeiras certificadas em reservas legais, bem como a produção de cacau e do açaí.

Com o decorrer do ano, essa localidades foram ganhando dimensões maiores, atraindo nova levas de migrantes, transformando pequenos vilarejos em cidades de grande potencial comercial.

SEM INFRAESTRUTURA

Foi assim que nasceram vários municípios no Pará, que contribuem com a arrecadação do Estado, porém são esquecidos pelos governantes, que não investem em infraestrutura na região, privando as localidades de crescer com mais pontualidade.

Um desses municípios que sofre a consequência desse descaso das autoridades do Estado é a cidade de Uruará. Encravada no meio da densa Floresta Amazônica a cidade teve um crescimento acelerado. Com 32 anos de emancipação-político administrativa, a pequena Uruará transformou-se em uma “metrópole” encravada no meio da floresta amazônica. Com mais de 44 mil habitantes a cidade gera empregos e renda por meio da produção de cacau, cultivo que atualmente é a principal fonte de renda do município.

A cidade até que poderia estar melhor, segundo informam os moradores da localidade. Mas, devido à falta de boas estradas, o lucro do produtor fica pelo caminho. Se realmente houvesse boa intenção do governo paraense de investir nas melhorias das estradas e na infraestrutura do município essa situação seria diferente.

DE MUDANÇA

Desde o ano passado, Valdir Gaiteiro já mantinha uma relação comercial com o município paraense, onde comprava madeira certificada para abastecer sua empresa em Três Lagoas, a Mademinas, da qual era um dos sócios.

Após vender a participação que tinha na Mademinas, escolheu a cidade de Uruará para investir, onde inclusive está residindo. Valdir disse ao Perfil News que abriu uma empresa de representação para comercializar madeiras certificadas, além dos produtos naturais da região para todo Brasil.

Exímio tocador de gaita (sanfona), ele disse que, embora há pouco tempo na cidade, já fez amizade com todo mundo, que inclusive fez questão de ouvi-lo tocar – quem sabe com isso matar a saudade do Sul. A gaita é o instrumento que fez a fama do empresário. Amigo da família Teló, foi ele quem ensinou um dos músicos mais reconhecido do meio artístico, o Michel Teló, que sempre que pode, agradece em programas de televisão em rede nacional o professor que o ensinou os acordes da sanfona.

As atividade do Gaiteiro na cidade não se resume à diversão. Por conta do trabalho ele tem que percorrer vários quilômetros pela região. Nessas andanças, Gaiteiro percebeu o sofrimento da população da localidade no tocante ao transporte terrestre para outros municípios de grande porte. Exemplo disso é a viagem de Uruará a Santarém, através da PA 370, conhecida como Transuruará. A distância que liga os municípios por essa rodovia estadual é de 220 quilômetros, sendo 70 que transforma a viagem em um autêntico rally radical. Leva-se quase um eternidade percorrer o trecho.

Essa parte da estrada há décadas aguarda um olhar com mais atenção para a região. Caso o governo não se disponha a dotar a região de uma logística melhor, a região mais uma vez ficará a mercê de um novo governador que faça gestão para conseguir recursos para investir na localidade.

Quem sabe agora, com a chegada de empresário que reúne dinamismo e competência, com a maestria do Valdir Gateiro, talvez essa região poderá contar com um precioso parceiro, que largou o comando de uma empresa, sólida e rentável, para aventurar-se rumo ao desconhecido.

O Brasil precisa de pessoas assim!

 

*PerfilNews