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Fetems sugere manter aulas remotas até 2021 na rede pública de ensino – Cidades

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Escolas sem alunos deve perdurar por mais tempo, pedem profissionais da educação (Foto: Marcos Maluf/Arquivo)

Durante participação em audiência online da Defensoria Pública estadual, na sexta-feira (26), a vice-presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul),  Suely Veiga, comentou sobre a situação da covid-19, seus efeitos no ensino em todo o país e ainda propôs que as aulas remotas fossem mantidas até o próximo ano.

O evento foi transmitido ao vivo no canal do YouTube da Escola Superior da Defensoria Pública e durou quase cinco horas. Nesse período, participaram do debate autoridades da educação estadual e municipal, especialistas em saúde, pais, professores e representantes de classe.

“O serviço público e quem puder fazer remoto deve continuar assim. Que neste período de fim de ano seja feita a adequação das estruturas e protocolos para que em 2021 o retorno presencial seja feito com segurança”, comenta Suely, propondo ainda o envio de carta ao Executivo.

A sindicalista destaca saber que muitos alunos não têm condições para acompanhar as aulas remotas e que com a retomada de outras atividades, surge também questionamentos sobre a educação. “Entendemos que ainda não é o momento. Não só as aulas, esse retorno todo que está acontecendo é precoce e podem trazer uma segunda onda de contaminação”.

“Falta dois meses para terminar o ano letivo e não vamos recuperar a aprendizagem agora. A educação responde há 1/3 da população, então são 880 mil pessoas em Mato Grosso do Sul ligadas à essa área e em isolamento, contribuindo para controlar a pandemia”, completa Suely.

Ela ainda diz que, ao contrário do que algumas pessoas sugestionam, a categoria seguiu trabalhando mesmo durante a pandemia, tentando implementar novas metodologias para que os alunos sofressem a menor perda de conteúdo possível, usando para isso recursos próprios. “Mas só queremos voltar quando tiver segurança para todos os envolvidos”, finaliza.

Durante a audiência, que discutiu o retorno às aulas presenciais em Campo Grande, a conclusão chegada pelos participantes, de uma forma geral, foi a de que o retorno mesmo que híbrido – revezando entre remoto e presencial – no momento é inviável.

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