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Hospital herda verba do SUS para radioterapia em MS, mas deve entregar parte para ‘ex-Neorad’

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Seis anos após o escândalo nacional da Operação Sangue Frio denunciar à Justiça quadrilha por supostamente desviar recursos para tratamento de pacientes com câncer em Mato Grosso do Sul, profissionais da saúde e empresários que vendem insumos para radiologia suspeitam que recentes manobras estariam ‘reeditando’ o esquema flagrado em 2013.

O objetivo, de novo, seria usar a terceirização e direcionar para cofres particulares recursos públicos milionários do Ministério da Saúde encaminhados para Mato Grosso do Sul custear um dos serviços médicos mais caros: o tratamento oncológico.

Os principais envolvidos na prestação do tratamento radiológico confirmam que há mudanças em andamento. Com um equipamento doado pelo Ministério da Saúde, e capacidade para atender até 100 pacientes, o Hospital do Câncer Alfredo Abrão herdou todos os contratos de radioterapia do SUS regulados na região de Campo Grande.

Filantrópica, a unidade recebe atualmente R$ 1,1 milhão ao mês do Estado para manter o aparelho e atender 77 pacientes. Agora, admite que já está em estágio avançado o estudo para terceirizar parte do serviço.

A ‘herança’ dos tratamentos e da verba do SUS coincide com o final do contrato entre a Santa Casa de Campo Grande e a Clínica Radius, sucessora da NeoRad, clínica que foi pivô do escândalo em 2013, com diretora flagrada em vídeo até mandando funcionários tratarem pacientes com câncer com doses menores de medicamentos de altíssimo custo, supostamente para aumentar os lucros.

 

*MidiaMAx