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Langhi apoia profissionalismo, mas alerta para ‘mercado do Jiu-Jitsu’: ‘Não é como o Futebol, que quem pagar mais, leva’

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Publicado em 30/11/2020 por: Yago Redua

Langhi passou a ocupar o lugar do mestre Fábio Gurgel na Alliance-SP (Foto: Reprodução/Instagram/@michaellanghi)

* Tetracampeão mundial de Jiu-Jitsu e recentemente aposentado do esporte, Michael Langhi segue trabalhando com a arte suave e, atualmente, é responsável pela Alliance São Paulo. O faixa-preta, que pertence a equipe mais vezes campeã mundial (12 títulos), destacou que apoia o profissionalismo na modalidade e que o lutador procure a melhor academia para alcançar seus objetivos, mas alerta que se trata de uma arte marcial. Então, o atleta deve ter noção para onde está indo e zelar pela sua trajetória dentro da modalidade.

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“O profissionalismo tem que acontecer, isso é bom para o esporte, mas não podemos esquecer que o Jiu-Jitsu é uma arte marcial. Tem todo um pertencimento a uma equipe, não é como o Futebol, que quem pagar mais, leva. Precisamos pertencer a uma equipe, pertencer a algo. Acho que isso vale muito mais que dinheiro. Para que seja algo sustentável, é mais a oportunidade e o plano de carreira, do que o dinheiro que está na mesa no momento. As tomadas de decisões precisam ser a longo prazo e nunca a curto prazo”, apontou Langhi, que seguiu:

“Hoje, vemos alguns projetos que tem uma única fonte de renda, que em algum momento ela seca e o atleta se vê forçado a trocar de equipe mais uma vez. Quando ele olhar para a história, será cheia de curvas, terá passado por três ou quatro equipes. Não tem como associar um professor a ele. A minha história é reta, eu olho para trás e vejo o (Charles) Cobrinha e o Fábio (Gurgel), e mais ninguém. Tenho pertencimento à equipe, conquistei o meu lugar aqui dentro através do meu trabalho e da minha dedicação. Tem que profissionalizar (o Jiu-Jitsu), mas os projetos precisam ser sustentáveis e não algo que dependa de uma pessoa. Enquanto essa pessoa tem boa vontade de ajudar, as coisas vão acontecendo, mas quando não tem, os alunos precisam arrumar um novo caminho. Muita das vezes esses atletas vão em busca de um sonho, e aí se veem na obrigação de mudar de equipe novamente”, apontou.

Grandes nomes do esporte se juntaram à Alliance para fazer parte do time, mas Langhi afirma que nenhum deles foi “contratado”. O faixa-preta contou que todos chegaram por vontade própria e pagaram academia, como qualquer outra pessoa: “Na verdade, não buscamos de maneira nenhuma (os atletas). Eles vinham até a nossa academia pelo fato estarmos sempre no topo, ganhando. Então, eles queriam saber como era o treinamento. Aquele papo: campeão anda com campeão. Eles associavam a nossa academia com a conquista de títulos em busca de um direcionamento para saber o que fazer. Esse pessoal (Bruno Malfacine, Mário Reis…), eles vieram de livre espontânea vontade. Não teve estímulo financeiro nenhum, diferente do que vem acontecendo agora. Eu mesmo vim para a Alliance pagando mensalidade, o Bruno também. Não teve nenhuma contrapartida para essas pessoas”, concluiu.

*Por Yago Rédua



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