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Ministério da Saúde anuncia distribuição de 100 milhões de doses de CoronaVac | Notícias de Campo Grande e MS

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Instituto Butantan produz a coronavac em parceria com o Laboratório Sinovac Biotech, da China

Não teve jeito. Apesar da birra do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em relação à vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech e o Instituto Butantan, ligado ao Governo de São Paulo, o Ministério da Saúde confirmou neste sábado (9) a aquisição de 100 milhões de doses da CoronaVac que serão incorporadas ao Plano de Operacionalização de Vacinação Contra a Covid-19.

 

Segundo informações da pasta, a vacinação será feita de forma simultânea, de acordo com a logística integrada entre o Ministério da Saúde, Secretarias Estaduais e Municipais. Outros imunizantes adquiridos ou em negociação, desde que aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) terão o mesmo caminho. “Os Estados receberão as doses em quantidade proporcional à sua população e farão a distribuição aos 5.570 municípios brasileiros, de forma que todas as salas de vacinação do país recebam as vacinas o mais rápido possível”, afirmou a pasta.

 

Por enquanto, em parceria com a Fundação Osvaldo Cruz, o Brasil comprou 2 milhões de doses da vacina desenvolvida pelo Laboratório AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford e produzida na Índia, mas o governo brasileiro ainda tenta a liberação do produto junto ao governo indiano para os próximos dias. A Fiocruz também irá produzir o imunizante no Brasil, assim como o Instituto Butantan.

 

Emergencial

 

Tanto o Instituto Butantan como a Fiocruz entraram com pedido de uso emergencial dos dois imunizantes nesta sexta-feira (8) e a Anvisa tem agora dez dias para dar a resposta. O Governo de São Paulo tem plano de vacinação com previsão de início no dia 25 de janeiro e o Ministério da Saúde, sem precisar uma data, fala em começar a vacinação entre 20 de janeiro e 10 de fevereiro. 

 

Na última quinta (7), o Butantan divulgou os dados de eficácia da CoronaVac nos testes feitos no Brasil, com proteção de 78% e 100% para casos graves e internações. Foram mais de 12 mil profissionais da saúde voluntários em diversos estados, entre eles São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Bahia. A AstraZeneca divulgou no início de dezembro que seu imunizante teve eficácia média de 70,4%, chegando a atingir 90% em um pequeno grupo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), um imunizante com eficácia de 50% já poderia ser distribuído para ajudar no controle da pandemia.

 

Bolsonaro

Carolina Antunes/PR

Bolsonaro

Enquanto mantinha discurso anti-vacina, Bolsonaro promovia o uso da Cloroquina, remédio sem eficácia para covid-19

Se render à “vacina chinesa”, como chama a CoronaVac, foi a opção que restou ao presidente Jair Bolsonaro. Com discurso anti-vacina e, particularmente a produzida pelo Instituto Butantan que, na sua opinião, renderia ganhos políticos ao governador paulista João Dória (PSDB), seu desafeto desde o início da pandemia, Bolsonaro chegou a afirmar que o Ministério da Saúde não compraria o imunizante mesmo que a Anvisa a credenciasse. 

 

Em entrevista à Rádio Joven Pan, no dia 21 de outubro, Bolsonaro disse, textualmente, que a compra desta vacina estaria descartada. “A da China nós não compraremos, é decisão minha. Eu não acredito que ela transmita segurança suficiente para a população. Esse é o pensamento nosso. Tenho certeza que outras vacinas que estão em estudo poderão ser comprovadas cientificamente, não sei quando, pode durar anos”, afirmou.

 

Dias antes, o Ministério da Saúde teria firmado um compromisso de compra de 40 milhões de doses da CoronaVac junto ao Instituto Butantan, mas, em seguida, pressionado pelos seguidores em redes sociais, Bolsonaro desautorizou o acordo. “Não será comprado”, definiu.

 



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