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Multas milionárias por desmatamento em MS atingem de pecuarista ao Incra

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Os ranking das dez maiores multas aplicadas pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) por desmatamento em Mato Grosso do Sul, de 1995 até o ano passado, traz lista variada de infratores. Além de mineradora e produtores rurais, a relação tem também a superintendência regional do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). As punições somam R$ 147,3 milhões.

A maior multa por desmatamento no Estado foi aplicada em julho de 2014, ao produtor rural Alessandro Oliveira Leal, em Paranaíba – R$ 26,3 milhões. Na segunda colocação está a Vetorial Siderurgia, autuada em junho de 2008, na cidade de Ribas do Rio Pardo, em R$ 22,1 milhões.

A “medalha de bronze” no ranking de maiores multados é da Agropecuária Jubran S/A, que recebeu punição fixada em R$ 20,1 milhões por desmatamento em Batayporã, em novembro de 2006. A MMX, mineradora fundada por Eike Batista, responde por multa de R$ 15,2 milhões apresentada pelo Ibama em junho de 2008, em Corumbá.

A Lobo Agropecuária e Empreendimentos fecha o top-5 de maiores multadas por danos à flora, com R$ 13,9 milhões aplicados em abril de 2009, em Água Clara. O sexto colocado da lista é também de Água Clara: Francisco Luiz da Silva-ME, punido em R$ 11,4 milhões em junho de 2008.

Única da Capital entre os dez maiores multados, a Energia Renovada Comércio de Carvão Vegetal também foi autuada em junho de 2008, mas em R$ 11,3 milhões. De Coxim, o pecuarista Roberto Pedro Tonial foi multado em R$ 10 milhões por desmatamento flagrado pela fiscalização do Ibama em agosto de 2010.

A superintendência do Incra em Mato Grosso do Sul também caiu no pente-fino, condenada à cobrança de R$ 10 milhões por crime ambiental em setembro de 2007, na cidade de Ponta Porã. Quem fecha o top-10 é a Black Indústria, Importação, Exportação e Comércio de Carvão Vegetal, de Miranda, com multa de R$ 7,3 milhões aplicada em fevereiro de 2013.