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Na 1° sessão, vereadores não eleitos lamentam resultado e citam campanha atípica – Política

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Vereadores que não foram eleitos durante sessão virtual (Foto: Montagem)

Na primeira sessão após eleição municipal, os vereadores que não foram eleitos na Capital lamentaram o resultado das urnas, lembrando que este ano a campanha foi atípica em função da pandemia. Eles elogiaram os que venceram, principalmente aqueles que estavam em sua chapa.

Wellington Oliveira (PSDB) citou que foi uma eleição democrática e que teve como diferencial a pandemia do coronavírus, que na sua avaliação contribuiu para o alto índice de abstenção na votação, que chegou a 25% no Estado. “Boa sorte a bancada do PSDB que vai assumir os trabalhos ano que vem”.

Cida Amaral (PSDB) reconheceu que “não estava feliz” com o resultado, no entanto ponderou que “aprendeu muito” durante seu mandato. “Se eu disser que estou feliz, estarei mentindo, mas saio com o coração leve, consciência limpa”. Ainda mandou recado para que as duas vereadores eleitas, continuem lutando pela causa das mulheres. “Principalmente a violência doméstica”.

Eduardo Cury (DEM) lembrou que foi um “pleito atípico”, mas que aqueles que perderam devem seguir “novos caminhos” ou retornar no futuro. “Teremos um tempo para refletir, da minha parte fiz uma campanha limpa”. Hederson Fritz (PSD) desejou boa sorte aos que ficaram na Câmara e espera que a bancada do PSD continue o trabalho pela cidade.

Vereadores durante sessão virtual desta terça-feira (Foto: Reprodução - Facebook)
Vereadores durante sessão virtual desta terça-feira (Foto: Reprodução – Facebook)

Retorno – Jeremias Flores (Avante) revelou que vai voltar a sua função de pastor e citou que neste ano a disputa foi difícil, junto com a preocupação com a saúde pública. “Vou voltar a pastorear, que é algo que gosto muito de fazer”. Ele ainda lamentou o fato do seu partido, o Avante, não ter elegido nenhum vereador.

Já André Salineiro (Avante), que foi candidato a vice-prefeito, na chapa com Sérgio Harfouche (Avante), destacou que fizeram tudo que estava ao alcance para conseguir os votos, em uma campanha “limpa e digna” na Capital. “Ela (campanha) foi diferente e agora quem não venceu tem que levantar a cabeça e seguir em frente”.

Diferente dos colegas, Carlos Borges (PSB), o “Carlão”, foi eleito, no entanto lamentou que seu colega de partido, Francisco Gonçalves (PSB) não tenha conseguido. “Ele fez mais de 4 mil votos e seria eleito em todas as outras legendas, mas não deu desta vez. O que posso dizer a todos é para não desistam nunca”.

Vereadores Carlos Borges (PSB) e João Rocha (PSDB) durante sessão (Foto: Reprodução - Facebook)
Vereadores Carlos Borges (PSB) e João Rocha (PSDB) durante sessão (Foto: Reprodução – Facebook)

Composição – Dos 27 vereadores que tentaram a reeleição, 15 não conseguiram, são eles: Cida Amaral (PSDB), Hederson Fritz (PSD), Wellington Oliveira (PSDB), Jeremias Flores (Avante), Eduardo Cury (DEM), Chiquinho Telles (PSD), Odilon de Oliveira (PSD), Lívio Leite (PSDB), Ademir Santana (PSDB), Cazuza (PP), Antônio Cruz (PSDB), Wilson Sami (MDB), Eduardo Romero (Rede), Junior Longo (PSDB) e Francisco Gonçalves (PSB).

Já André Salineiro (Avante) e Vinícius Siqueira (PSL) disputaram a eleição majoritária em Campo Grande, mas perderam para chapa do prefeito Marquinhos Trad (PSD). A Câmara Municipal terá 15 novos vereadores a partir de 2021, além do retorno de Ademar Vieira Júnior (PSD), o “Coringa”, e de Jamal Salem (MDB).

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