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Não sabendo que era impossível, foi lá e fez · Notícia · Máquina do Esporte

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Gosto muito da frase acima, escrita por Jean Cocteau, pois ela traz consigo algumas das habilidades profissionais que mais admiro: empreendedorismo, trabalho em equipe, criatividade e resiliência. 

Para todos nós, fãs e profissionais do esporte, 2020 vai ficar marcado na história como o ano da transformação, de quebra de paradigmas, aquele em que tudo parou e de repente, ao voltar ou “quase voltar”, fomos estilingados para o futuro numa velocidade impressionante em que a sobrevivência passou a depender de novos formatos, novas ideias, novos jeitos de fazer, observando todas as restrições que a crise sanitária impõe a um negócio como o nosso.

Assim tem sido a rotina no mundo do Surfe. Inovação, otimismo e responsabilidade são alguns dos valores inegociáveis para todos os funcionários e membros da World Surf League e é com esse espírito que nos últimos cinco meses aproveitamos a pausa nas competições e nos dedicamos a fazer alterações no tour de 2021, bem como aprimoramos nossa produção de conteúdo para plataformas próprias e redes sociais, expandindo o leque de assuntos: falamos sobre ginástica funcional para Surfe, música, dicas de fotografia e curiosidades, o que nos trouxe milhares de novos seguidores com engajamento recorde.Lançamos a primeira competição de e-Sports de Surfe entre atletas profissionais do mundo com o e-Surf, promovemos um workshop para nossos atletas com melhores práticas de conteúdo digital e gestão de carreira, tomamos a difícil decisão de cancelar o tour de 2020 e, por fim, criamos uma série de eventos de pré-temporada com formatos especiais e atletas locais, o WSL Countdown Series, que estreou em 9 de agosto com o Rumble at the Ranch.

Acompanhamos com atenção e admiração o ótimo trabalho que outras modalidades vêm fazendo em seus retornos, ao viabilizar seus eventos obedecendo às restrições, porém, todas elas têm operado de “portões fechados” e não precisam contar com “Netuno” para colaborar com as ondas.

Ainda não temos o Surf Ranch por aqui, portanto, não temos portões para fechar. Mesmo assim, acreditando que nada é impossível, criamos um grande evento para o surfe na região: o Onda do Bem. Para tanto, precisávamos de uma praia que tivesse ondulação suficiente no período, fosse possível de ser fechada e onde incomodássemos o menos possível a rotina da comunidade local, daí a ideia do evento ser noturno, um local onde tivéssemos capacidade de hospedagem e logística funcionasse como uma bolha, respeitando todos os protocolos contra a COVID-19, e que as autoridades locais topassem esse desafio conosco e, especialmente, que tivéssemos o apoio de nossos patrocinadores, a quem agradeço nominalmente: Oi, Havaianas, Jeep e Red Bull. A esses grandes parceiros, muito obrigado por sonhar com a gente!

Todas essas dificuldades nos instigaram a criar algo novo, diferente, que celebrasse a volta do Surfe com alegria, cores e em grande estilo, levando nossa mensagem para a maior quantidade de pessoas possível e aproveitando esse alcance para ajudar a nossa comunidade através das doações da audiência. Um evento que possa dar oportunidade para nossos atletas competirem e que também seja um entretenimento para os fãs, que mostre que juntos podemos desafiar os prognósticos de ano perdido e, com muito trabalho, reunir os melhores atletas brasileiros de Surfe de várias gerações, celebridades que surfam em alto nível e parceiros importantíssimos para fazer o Onda do Bem acontecer e com ele trazer um swell de diversão, emoção e, especialmente, a lembrança de fazermos sempre o Bem!

Teremos uma Sexta-feira diferente, anote na agenda: nos vemos no dia 18 de Setembro, dessa vez, somente pela telinha!

Aloha!

Ivan Martinho é o CEO da World Surf League para a América Latina – Foto: Divulgação WSL

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