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Página apresenta candidatas de Mogi e região e discute representatividade feminina na política

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Nos últimos anos, Mogi das Cruzes, assim como demais municípios do País, tem assistido a uma progressão no debate político em torno das questões femininas. Hoje, as mulheres – que são maioria da população e do eleitorado – não alcançam 15% nos cargos eletivos no Brasil. É pensando em ampliar a discussão sobre este tema e reforçar a importância da representatividade na política que a página Mulheres sem Censura (@mulheresemcensura), na rede social Instagram, tem promovido uma série de entrevistas com as candidatas nestas eleições em Mogi e outras cidades do Alto Tietê.

A página – que trata temais gerais sobre o universo feminino e é administrada pelas jornalistas Ingrid Mariano, de Mogi e Melissa Roberta Ferreira, de Santa Isabel –, criou o “mês da representatividade feminina”, uma série de entrevistas que busca deixar ideologias e disputas de partidos de lado e abrir espaço para que candidatas possam apresentar suas propostas e debater a importância de representantes mulheres nas esferas de poder.

REPRESENTATIVIDADE As jornalistas Ingrid Mariano e Melissa Roberta Ferreira comandam a iniciativa 

Entre as já entrevistadas então nomes como a professora Priscila Yamagami, vice de Caio Cunha (PODE) na disputa à Prefeitura de Mogi, a atual prefeita de Santa Isabel, Fábia Porto, única mulher a ocupar o cargo na região, e candidatas à vereadora como Malu Fernandes e Cintia Secário.

Nas entrevistas é sempre aberto espaço para as candidatas defenderem a importância da representatividade feminina. “Nós somos 51% da população, temos demandas específicas e visões distintas que podem contribuir com o desenvolvimento da cidade”, destacou Malu Fernandes, por exemplo.

“A recepção da série tem sido extremamente positiva. A ideia era criar a semana da representatividade, porém, muitas candidatas nos procuraram de forma orgânica e decidimos ampliar para um mês inteiro. Hoje falta atenção especial para as mulheres, além de representantes, precisamos que esse assunto seja discutido, que as propostas sejam apresentadas, enfim, precisamos de voz”, defende Ingrid.

Ela antecipa algumas novidades. “No próximo ano, após a divulgação, nosso objetivo será acompanhar e fiscalizar o trabalho que cada mulher eleita na região tem desempenhado. Também precisamos ser críticas”, frisa.

O grupo reforça que não tem “nenhum tipo de barganha política” e todo trabalho realizado foi feito de forma voluntária, a fim de divulgar mulheres candidatas na região do Alto Tietê. As entrevistas podem ser conferidas no perfil do Mulheres sem Censura.

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