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POLÍTICA EM DESTAQUE: Carlos Contar gerou polêmica no meio político e imprensa

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ADILSON TRINDADE

Desembargador abriu a “caixa de ferramenta” em seu discurso de posse na presidência do TJMS

A contundência da sua fala ainda está provocando eco estrondoso no meio político, jurídico e na imprensa. Ele fez duras críticas às medidas de prevenção a COVID-19 recomendadas pelas autoridades sanitárias. E nem a imprensa escapou da sua metralhadora giratória ao divulgar o agravamento da pandemia no Brasil. 

A repercussão foi grande que até o presidente Jair Bolsonaro comentou o discurso de Contar no Twitter. O discurso agradou os bolsonaristas que usaram as redes sociais para apoiarem Contar. As críticas vieram da OAB e dos defensores das medidas de isolamento social.

O desembargador sabia o que estava falando e já esperava pelas repercussões. Ele não teve medo de defender o seu ponto de vista. Mesmo diante do avanço da pandemia, provocando mais mortes, Contar defendeu a volta do trabalho normal e chama de irresponsável, covarde e picareta da ocasião, aqueles que divulgam e defendem medidas de prevenção contra COVID-19, como “ficar em casa” nesse período de alastramento da pandemia.

Embora o desembargador não cita nomes do picareta da ocasião, todas as autoridades de saúde defenderam “ficar em casa”. 
E o maior defensor da ocasião era o então ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta. Já o atual ministro, general Eduardo Pazuello, segue a orientação do presidente Jair Bolsonaro de ser contra o isolamento social.

Não é comum um magistrado atacar publicamente medidas do governo fora dos autos. Mas Contar marcou posição logo na solenidade de sua posse. Ele usou a liberdade de expressão e de opinião para dizer o que pensa. E Contar pensa igual ao presidente Jair Bolsonaro ao defender a retomada das atividades normais no País.

“Voltemos nas nossas forças ao retorno ao trabalho”, bradou Contar. “Deixemos de viver conduzidos como rebanho para o matadouros daqueles que veneram a morte, que propagandeiam o quanto pior, melhor”, alertou. O desembargador pediu o desprezo ao “picareta da ocasião”, que defende a ideia do “fiquem em casa”, “não procurem socorro médico com sintomas leves”, “não sobrecarreguem o sistema de saúde”. 

O novo presidente do Tribunal de Justiça não poupou a cobertura da imprensa da pandemia. Ele chamou a imprensa de “corrompida e partidária”. O desembargador usou a solenidade da sua posse para falar “quase tudo” o que pensa. Quase tudo, porque ele mesmo disse não poder falar muito para não ser punido. Mas o que falou, ganhou as páginas dos jornais e repercussões pelos quatro contos do Brasil. 

“Esse seria o momento de falar sem ser interrompido, é a oportunidade de considerar as coisas como se apresentam, combatendo a histeria coletiva, a mentira global, a exploração política, o louvor ao morticínio, a inadmissível violação dos direitos e das garantias individuais, o combate violento e indiscriminado a medicamentos que – se não curam e isto jamais fora dito – podem simplesmente no campo da possibilidade, ajudar na prevenção ou diminuição do contágio não sendo solução perfeita e acabada”, disse Contar. Ouça:



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