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Prestes a completar 50 anos, Usina de Jupiá preocupa vereador

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Na última terça-feira (19), foi realizada a segunda sessão ordinária do ano pela Câmara de Vereadores de Três Lagoas. Entre os diversos assuntos em pauta, um deles foi apresentado pelo vereador Luiz Akira (PSDB), que externou sua preocupação com a Usina Hidrelétrica construída sobre o Rio Paraná e cuja casa das máquinas se localiza do lado de Três Lagoas.

Em tempos de rompimento de barragens – como a de Brumadinho e de Mariana – o parlamentar usou seu tempo no grande expediente para defender um requerimento que apresentou, buscando informações sobre a segurança da barragem da usina hidrelétrica de Três Lagoas. “Imaginando que é uma usina construída há muito tempo, queremos saber sobre a manutenção” – explicou. Durante muito tempo – desde a sua inauguração até que fosse construída a ponte que liga Três Lagoas a Castilho – a crista da usina serviu como pista para automóveis, o que requeria constantes obras de manutenção na via improvisada.

Vale lembrar que, no início deste mês, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), anunciou que começaria a partir do dia 12 de fevereiro, uma força-tarefa para fiscalizar as barragens de cerca de 130 usinas hidrelétricas. Os trabalhos serão realizados em conjunto com agências reguladoras conveniadas. Entre elas, está a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (Agepan).

Hidrelétrica

A usina hidrelétrica UHE “Engenheiro Souza Dias” (Jupiá), localizada em Três Lagoas (MS) e administrada pela CTG Brasil, completa 50 anos de operações no próximo dia 14 de abril. Primeiro grande aproveitamento hidrelétrico do Brasil, em 1969 a usina entrou em operação parcial e, a partir de 1974 a capacidade total de 1.551,2 MW foi atingida.

Em 2017, Jupiá produziu 7.365.309 Megawatt-hora – energia suficiente para atender a demanda de uma cidade com cerca de 2,5 milhões de habitantes.

Aproveitando o potencial energético do Rio Paraná, Jupiá compõe com Ilha Solteira o maior complexo hidrelétrico das regiões Sudeste e Centro-Oeste do país, com capacidade total instalada de 4.995,2 MW.

Reservatório

A hidrelétrica Jupiá possui um reservatório de 330 quilômetros quadrados – que se estende por 514 quilômetros, banhando sete municípios de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Uma vez implantado, o lago extrapolou a finalidade principal de assegurar água para a geração da usina e passou a ter usos múltiplos pelas comunidades. Aproveitados para as atividades náuticas, de pesca e lazer, os reservatórios das usinas colaboram para impulsionar a indústria do turismo na região.

A implantação de uma eclusa em Jupiá, em 1998, possibilitou a navegação no Rio Paraná e a integração hidroviária com o Rio Tietê. A eclusa representa a porta de entrada do Mercosul, interligando o sistema fluvial à malha viária paulista e do centro-oeste do país.

*João Maria-Hojemais