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Programa Jovem Aprendiz na mudança social – Artigos

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Um estudo apresentado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostra que os jovens representavam mais de 35% da população sem ocupação no mundo em 2017. No Brasil, o desemprego entre os jovens atingiu a maior taxa dos últimos 27 anos,  em que 30% das pessoas está na faixa etária entre 15 a 24 anos. Os dados são do levantamento Tendências Globais de Emprego para a Juventude 2017.

O percentual de desemprego entre os jovens brasileiros é mais que o dobro da média mundial, de 13,1%. Com os impactos da crise econômica decorrente da pandemia da covida-19, a taxa de desocupação dos jovens passou de 30% para 38,8%, e foi a faixa etária mais fortemente afetada.

Mesmo sendo um componente importante, o desemprego não é o maior, nem o único problema que atinge esse grupo. A redução de salário, a precarização do trabalho pela informalidade também é tão grande quanto ele.

Como medida para minimizar essa realidade, a sociedade civil por meio de instituições privadas desenvolve junto as Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego (SRTEs) o Programa Jovem Aprendiz, que tem por objetivo a inclusão de adolescentes e jovens no mercado de trabalho, baseado na Lei 10.097/2000 regulamentada pelo Decreto 9.579/18 e suas portarias.

A contratação de um jovem aprendiz pode ser considerada como um investimento para empresa, uma vez que permite capacitar colaboradores de acordo com suas principais necessidades e seguindo sua cultura interna. É possível desenvolver programas customizados e relacionados ao modelo de negócio do contratante, capaz de atender demandas específicas.

Como o Programa Jovem Aprendiz preconiza a contratação de jovens em situação de vulnerabilidade social, a empresa possibilita a entrada deste segmento no mercado de trabalho de maneira formal  e protegida, o que muitas vezes não seria uma opção para ele. E assim, ainda demonstra a importância da responsabilidade social da empresa.

Para o jovem, o programa proporciona a sua manutenção no ensino regular, a sua capacitação profissional e mais que isso, sua formação como cidadão inserido na sociedade. A autoestima se elevava, o aprendizado acontece e o potencial profissional se amplia. Para a sociedade, a oportunidade de inserção de jovens no mercado formal de trabalho significa, diminuição de pessoas em risco social ou sujeitas à marginalização, contribuindo para a diminuição de índices de criminalidade, também para a redução da exploração do trabalho infantil, aumento de renda familiar e quebra do ciclo da pobreza.

O ISBET atua há quase 50 anos proporcionando a inserção do jovem no mercado de trabalho, e acredita que o Programa de Aprendizagem é a maior e melhor política pública de Educação e Trabalho já criada até hoje.

(*) Elisabeth Pelay é especialista em políticas públicas de educação e renda para jovens.

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